Alcabrozes

Érêmes Muites, Apanhárêmes Pôque..., Olha!... Safárêmes!!!

terça-feira, abril 20, 2010

Foi há 30 anos



Que, por entre petardos de pólvora, se anunciaram ao país com o lançamento do documento Manifesto ao Povo Trabalhador, as Forças Populares 25 de Abril, vulgarmente conhecidas pelo acrónimo FP-25. Eu tinha na altura cinco anos, os suficientes para perceber a apreensão na cara dos meus pais e para cinco anos depois, observar espantado na televisão uma surreal conferência de imprensa em que três encapuçados, ladeados por outros dois, ostentavam pistolas, granadas e metralhadoras ao mesmo tempo que justificavam acções passadas e deixavam prever acções futuras.

À semelhança do que sucedera noutros países aqui estava plasmada a versão lusa do desapontamento de uma determinada franja política, mas também a frustração dos miúdos de Abril, dos adolescentes que pouco tendo vivido e não tendo combatido o Estado Novo, esperavam mais do que aquilo que a democracia trouxe.

Dos ideais do Manifesto à praxis quotidiana, as FP-25 acabaram atoladas no vazio da violência, no isolamento e na inevitabilidade da perseguição e da condenação. Parece hoje tão óbvio que assim seria.

Trinta anos passados importará por isso - mais do que glorificar ideais, contextualizar opções ou pura e simplesmente condenar - recordar o que de imutável restou, as vidas que não puderam ser vividas. Sem distinções.


- Henrique Hipólito (1980);

- Agostinho Francisco Ferreira (1980);

- José Lobo dos Santos (1980);

- Vítor David (1980);

- Carlos Caldas (1980);

- Adolfo Dias (1981);

- Evaristo Ouvidor da Silva (1981);

- Fernando de Abreu (1981);

- António Guerreiro (1981);

- Diamantino Monteiro Pereira (1982);

- Rogério Canha e Sá (1984);

- Nuno Dionísio (1984);

- Alexandre Souto (1985);

- Luís Amado (1985);

- José Manuel Rosa Barradas (1985);

- Gaspar Castelo Branco (1986);

- Álvaro Militão (1987);


Para saber mais ir aqui, aqui e talvez aqui.


Zé da Lela

2 Comments:

Enviar um comentário

<< Home