Alcabrozes

Érêmes Muites, Apanhárêmes Pôque..., Olha!... Safárêmes!!!

Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

Ideias que matam II



E pronto, parece que a rapaziada do nitrato de amónio não anda apenas por aqui, está mesmo aqui. Sem dúvida preocupante, não porque pareça plausível que a ETA pretenda levar a cabo acções em território português mas porque, convenhamos, esta coisa da acção directa é uma actividade de risco, sobretudo quando se têm 1500kg de substâncias perigosas na garagem e se anda de canhota enfiada nas calças pronta a saltar numa qualquer operação stop.

A ver vamos os próximos capítulos.

Zé da Lela

Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010

Fim da linha



Rosa Lobato Faria (1932-2010)


Zé da Lela

A propósito...

... da política, do futebol, da justiça, da economia...


pedro a.

Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

What the fuck?




Habituei-me a ver em Mário Crespo o arquétipo da seriedade e do profissionalismo jornalístico levados ao seu expoente máximo. Não consigo por isso perceber como é que um jornalista desta bitola e com este traquejo vem a público com uma história que, mesmo podendo ser verdadeira, está logo manchada pelo cunho da chibadela, do diz que disse e, consequentemente, da falta de credibilidade.
Ò Mário, francamente pá...
Zé da Lela

Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010

Vandinho, um caso de sucesso!

Vandinho vendia pipocas italianas no circo do coliseu.
Graças à sua simpatia extrema e eficácia no serviço, a sua banca estava sempre com chusmas de gente do início ao fim do espectáculo. Sem tréguas!
Foi sem supresa que ainda antes do fim da temporada de Natal ele fosse recompensado com um estatuto ao qual muitos só ascendem após anos e anos atrás da banquinha, fazendo pipoquinha e cheirando a doce de caramelo
Vandinho vendia algodão doce dentro da sala. Sim! Dentro da sala! Abordando directamente o potencial cliente, deixando de ser um mero espectador. Ele agora agia! Fazia! Lutava!
Era com gosto que eu ouvia:
"Ólhó gudão dôci!!"
Ah, o capitalismo! Só ele nos pode proporcionar estas histórias de sucesso!

pedro a.

Segunda-feira, Janeiro 25, 2010

A maluqueira total e completa!



Lá vi finalmente em DVD o fabuloso Sacanas Sem Lei. Simplesmente fantástico, Tarantino no seu melhor, com textos e desempenhos absolutamente magníficos.

Muito humor negro, ironia e sangue a espirrar aos magotes!


Zé da Lela

Quarta-feira, Janeiro 13, 2010

Ideias que matam



Quem me conhece sabe que sou nacionalista. Nacionalista não no sentido bacoco, ignorante, folclórico, racista e violento dos neonazis e skinheads e outros que tais, mas nacionalista no sentido em que me sinto orgulhoso - sim pasme-se, orgulhoso - da minha condição de português, de cidadão deste pequeno país com uma cultura, língua e história tão próprias. Sou daqueles que apreciam a bandeira, que se arrepiam quando ouvem cantar o hino e que acham que a independência da nossa nação deve ser preservada acima de interesses de carácter político-económico.
A história da nossa resistência secular às investidas castelhanas/espanholas - mesmo podendo ser parte dessa história uma mitificação - produz na minha mente uma inevitável comparação com a estoica resistência dos gauleses imaginados por Uderzo à ocupação romana e isso é daquelas coisas a que gosto de me agarrar.
É-me por tudo isto relativamente fácil entender o espirito daqueles que, aqui ao lado, no seio do país vizinho, pugnam pela independência daquilo que consideram ser o seu país. Sejam eles bascos, catalães ou galegos, a todos entendo o desgosto de terem de ser espanhóis à força. Entendo-lhes igualmente o desconsolo da anexação, a insatisfação com estatutos de autonomia - bastante amplos é certo - que não podem saber a outra coisa que não seja a pouco.
Coisas há no entanto que já me custam mais a entender e a aceitar, como sejam o recurso à violência extrema, os assassinatos de pessoas comuns, a utilização do medo como instrumento de obtenção de hipotéticos - e nunca passam disso - objectivos políticos.
E é por isso que me custa a perceber a respeito do mais recente episódio envolvendo a passagem de operacionais da ETA pelo nosso país, que já exista uma petição na net a clamar pela libertação dos ditos e pela sua não extradição. Numa manifestação atroz de cinismo tendencioso a autodenominada Associação de Solidariedade com Euskal Herria - que desconfio deva ser constituída por dois ou três estudantes universitários imberbes com ligações ao Bloco de Esquerda e que nunca na vida deram ou ouviram um disparo de arma de fogo e que fugiriam a sete pés se ouvissem um - passa uma esponja sobre pormenores tão insignificantes como o carácter marcadamente cruel e desumano das acções da ETA ao mesmo tempo que pugna pelos direitos humanos dos coitadinhos dos etarras. E ao fazê-lo suja - de sangue, diria eu - o mais do que legítimo direito dos bascos à independência e autodeterminação. O direito à autodeterminação de um povo não pode nem deve ser associado às imagens tétricas de corpos ensanguentados ou despedaçados, aos registos de famílias enlutadas, ao medo de quem diverge.

Dito isto fica para mim a certeza de que se os bascos fossem independentes já amanhã restar-lhes-ia entre outros um problema sério para resolver: o que fazer com a ETA.

Zé da Lela

Segunda-feira, Janeiro 11, 2010

O horror, o medo...

Pior que isto só tou assim a ver... Pois não tou a ver...


Zé da Lela

Quinta-feira, Dezembro 31, 2009

Feliz 2010!



Zé da Lela

Segunda-feira, Dezembro 28, 2009

No rescaldo do Natal

Deixo aqui aquele que poderá muito bem ser o melhor teledisco de todos os tempos, de um homem sem medo de assumir a sua paixão. Um artista de estalo, um tema de arrasar, enfim, uma pérola imperdível do folk australiano.

Zé da Lela

Sexta-feira, Dezembro 18, 2009

Porque é Natal





É tempo de ir ao armário dos clássicos lá de casa e puxar do melhor filme de Natal de todos os tempos, o intemporal Assalto ao Arranha-Céus, um filme que consegue misturar o que de melhor tem a quadra natalícia - árvores decoradas, luzinhas a piscar, presentes, a Ode à Alegria de Beethoven e comunhão familiar - com rajadas a vulso de pistolas-metralhadoras, explosões de C-4 e mortes particularmente dolorosas para os vilões.
Yippee-ki-yay, motherfucker!


Zé da Lela